10.05.2015

A busca






no arrebatar da palavra exata
a busca silenciosa
em caudais
de delírios fascinantes
só para subsistirmos
[quase mortos]
um segundo a mais
nas ilhotas isoladas
dos sonhos
não é de todo
um mal

o que dói mesmo
é morder a isca antes


9.30.2015

E depois de tudo





e pensar
na boca aberta
a todos os milagres

no canto
que ousa desnudar
lonjuras ondulantes

no deflagar -se
inteiro
no azul á beira
a- mar

e depois de tudo
ainda arder
de tão doce


9.22.2015

Para que servem poemas assim?







quando
mãos ávidas por epifanias
desmembraram -me
um poema de medo
pensei que finalmente
libertariam os pássaros
ou dariam de comer aos peixes
porém do excerto
fizeram -no fogo
da pessoa que nem sei
e em arritmias
de gemidos e reminiscências
puseram -me de quatro
a lustrar a prataria da casa

para que servem poemas assim?


Salete