11.16.2016

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é sempre breve
o tempo de colher
eternidades

longínquo é o instante
de se ajustar
aos ponteiros voláteis
nesse mosaico
de ilusões

dos teus lábios
[chama de inenarráveis
intenções]
acolho o que me acolhe
na contramão dos afetos
e sobretudo
a negritude desse chão
onde agora
estendo um alfarrábio
de timbres e estrelas
para que nele eu adivinhe
a luz percorrendo -me os horizontes
pontuando o tempo
com inabalável exatidão






2 comentários:

Brisa disse...

Vim conhecer o teu espaço e gostei :) e...
À que colher,todos os frutos,que a vida nos proporciona

Bjo

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Cheguei aqui com uma Brisa
Trazendo-me, a conhecer
Desta francesa, o poder
De ter o que se eterniza

Que é a poesia concisa
Que toca a alma do ser
Por ser eterna e não ser
Do tempo atual cativa.

Vara o tempo e vai embora
Atual hora após hora
Pelo poder da beleza.

Então, te conheço agora.
És brasileira que mora
Na alma santa e francesa.

Meu abraço fraterno. Laerte(Silo)