segunda-feira, 17 de abril de 2017

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no arpoar das excessivas viagens
é quando mais regresso
aos meus olhos de céu
para que me multipliquem
os passos

sempre imigrante
sempre absorta
em líquida esmeralda
num desacerto de mar
onde crepitam
fogo terra ar
chego a porta

mas jamais terei nas mãos
um bom bordão ou a
contrapartida de uma borrasca
para atravessá -la


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