5.02.2017

Das rosas









das rosas sofridas
que dizem sobreviver
a qualquer abismo
não sei dos espinhos

porque do solo onde se afundam

ingrimes e definitivas
avisto apenas os vazios que lhes
crescem a volta das suas cicatrizes

e qual ismos atados a corcéis fugidios

não chegam a refletir
escapam -me ante a superfície onde me
reconheço e por isso
nem sei se existem





Um comentário:

Eros disse...

Mas a fragrância... Oh, a fragrância revela o invisível!