6.30.2017

À luz mínima








à luz mínima
éramos um caudal em movimento
a absorver
a silhueta invertebrada do dia
como se fôssemos
o último gole de vinho
e no entanto
a garganta sempre em estio
a suscitar a dúvida
a quem nela depositasse
um coração sem recusas
um quase deleite no
quotidiano rumo a uma
constelação de estrelas
uma noite sem planície
repara
éramos bons
em buscar dádivas
onde ninguém mais as via









3 comentários:

Miguel Bondurant disse...

Muito saboroso ;)

PAULO TAMBURRO. disse...

Sou seu mais novo seguidor!
Cheguei até aqui através do blog da Joana Claro.
Excelente postagem e a convido para conhecer os meus blogues também!
Um abração carioca.

Marta Moura disse...

Que bonito!