terça-feira, 6 de junho de 2017

O fio da memória







nem sempre os dias
foram essa solidão de ilhas
acorrentando ao coração
açucenas e estrelas
ante a violação
do mar
mas eis -me outra vez
a reconstruir
paredes e arestas
onde me caiba
a ternura dos gestos
ou
o contraponto de uma
história que valha
o fio da memória


Salete

Um comentário:

Jaime Portela disse...

És uma reconstrutora...
Excelente poema, como sempre.
Bom domingo, querida amiga Salete.
Beijo.

PS: agradeço que me siga, para não voltar a perdê-la...